18 de Agosto de 984, Primordial Village, Nandham.
Era mais um dia de sol em Primordial e era isso que deixava Charlie com mais vontade de encarar novas missões, já havia terminado três, duas envolvendo Goblins da espécie Brutalis (conhecido por serem uns dos mais violentos) e uma envolvendo Gosmas Leering (impacientes, lentas e que cospem ácido pela boca) que, inclusive, haviam destruído sua espada, mas como já havia recebido a recompensa das três missões resolveu ir até a Casa das Espadas (que além de espadas, vendiam escudos, armaduras dentre outros equipamentos) lá ele compraria uma espada nova e mais resistente. Charlie mal abriu a porta quando foi recebido pelo Sr. Lewis, um senhor entre os sessenta a setenta anos, que disse:
- Ah, olá Sr. Finley, quanto tempo não o vejo.
- Olá Sr. Lewis - disse cumprimentando o senhor - Realmente ando muito ocupado em missões.
- Claro, claro... E pelo que vejo quebrou sua espada numa dessas missões - disse apontando para o pedaço da espada que Charlie segurava, havia apenas uma pequena parte da lamina, mas ainda restava-lhe o guarda mão, a empunhadura e o punho.
- Gosmas Leering - respondeu indo com o Sr. Lewis até o balcão e pondo os restos de sua espada em cima.
- Entendo, eu e meu pai tivemos grande problemas também, destruíam completamente nossos equipamentos, mas e ai, quer que eu dê um jeito nessa espada? - disse analisando-a.
- Ah não precisa, com o dinheiro que ganhei nas missões pretendo comprar uma nova e mais resistente.
- Bom então veio na hora certa, essa semana chegou algumas edições limitadas das novas espadas de John Punaiset, essa daqui - apontando para uma espada bem grande, maior que o braço de Charlie, banhada por uma cor que parecia ser um azul bem escuro e coberto por algumas pedras brilhantes - É a segunda versão da Dracon Bat usada na batalha contra as forças das trevas em 838, feito de raspas das pedras de um Golem Yuuhura e refinado pelos cristais de um Titanium.
Charlie pega-a e corta várias vezes o ar, mas sente que aquela não é a espada certa.
- Bom tente essa, é a Magnus Obilivion, vermelha, uma longa espada com pequenas curvas sobre a lamina, não tem um corte preciso, porém seu ataque é muito forte, foi criado a partir da Young Buster do rei Griinm, dizem que ela foi banhada nas chamas de um dragão.
Novamente ele pega e faz novos cortes, era longa, mas não era tão pesada, só que ainda assim a chama não ardia no peito de Charlie.
- Agora esta, é uma Marville Knight, não é tão grande e nem tão larga, nem pesada, foi encontrada cravada no topo de uma montanha em Clocha Chipped, John fez algumas alterações e agora está aqui, ela é feita de um material ainda desconhecido, mas bem resistente.
Ao toca-la Charlie sentiu uma sensação estranha passar por todo seu corpo, o que parecia ser um choque, mas mesmo assim pegou a espada e ficou a encarando.
- Eu sei parece ser bem fraca, mas não é bem o que parece - disse o Sr. Lewis.
Charlie cortou o ar umas quarenta vezes e só parou porque Lewis interrompeu dizendo:
- Parece que gostou muito dessa, vai levá-la?
- Sim - disse pondo a nova espada na bainha.
- Sim - disse pondo a nova espada na bainha.
- Trezentos e quarenta e nove Hunas.
Charlie tirou do bolso três moedas de ouro, quatro moedas de bronze e nove moedas de madeira e enquanto o Sr. Lewis guardava as moedas, uma mulher entrara na casa.
- Obrigado Sr. Finley, espero ver o senhor de novo, boa sorte na sua próxima missão!
- De nada, espero te ver novamente e que tenha novas espadas!
Charlie saiu enquanto a mulher ficara conversando com o Sr. Lewis, e então caminhando distraído enquanto realocava sua braçadeira esbarrou num homem.
- Olha para onde anda! - exclamou o homem de armadura, alto, forte e loiro que empurrara Charlie com suas duas mãos.
- Me distraí, desculpe - disse Charlie trazendo o equilíbrio de volta ao corpo.
- Ah sim, olhos castanhos, cabelos negros, armadura incompleta, espada de segunda mão e nenhum escudo, parece ser um Finley, acertei?
Charlie apenas retribuiu com um olhar frio.
- Com certeza é, meus pais falaram para eu nunca me juntar com gente da laia de vocês, deve ser porque além de perdedores são fracos.
Dessa vez Charlie o puxou pela gola do peitoral e disse novamente com o olhar frio:
- Nunca insulte minha família novamente!
- Nunca insulte minha família novamente!
O homem tirou a mão de Charlie de sua armadura e falou:
- É bom saber que não sobraram muitos de vocês, e pra falar a verdade acho que você não durará muito tempo também.
- É bom saber que não sobraram muitos de vocês, e pra falar a verdade acho que você não durará muito tempo também.
No mesmo momento Charlie puxou sua espada e antes mesmo de iniciar um ataque alguém havia aparecido bem no meio dos dois.
- Sinto informar a vocês, mas quem briga é criança e quem luta, luta na arena - afirmou o que parecia ser um treinador Classe SS, alto, cabelos e olhos castanhos.
- Treinador Marcos? Pensei que o senhor estava de folga?
- Posso estar de férias Brendan, mas não significa que não posso usar minhas habilidades.
- Posso estar de férias Brendan, mas não significa que não posso usar minhas habilidades.
Quem era aquele Charlie se perguntava, devia ser o treinador do tal "Brendan".
- Desculpe não me apresentar, meu nome é Marcos, Marcos Ralfast - disse estendendo a mão para Charlie que logo o retribuiu com um aperto de mão.
- Charlie Finley - afirmou guardando a espada na bainha.
- Desculpe pelo ocorrido, Brendan tem um temperamento forte.
- Por favor, treinador Marcos, pedir desculpas para uma pessoa dessa raça?
- Brendan, são atitudes como essa que definem suas habilidades, se quer ser mais forte deve aprender a lidar com sua raiva interior, e ele não é inferior a você para estar humilhando-o.
- Hm, então vou indo pra área de treino - disse indo embora olhando para Charlie.
- Desculpe mesmo, Brendan desde a morte de seus pais apresenta ser uma pessoa bem arrogante e mal humorada, e agora ajudo a controlar esse ódio dentro dele para desenvolver suas habilidades ocultas, mas parece que não vai indo bem.
- Não precisa se preocupar, eu também me exaltei ao apontar a espada para ele, mas me responda uma coisa, sem querer se intrometer, mas é um treinador SS?
- Sim, deve ter adivinhado pela cor do lenço que guardo no bolso, é sempre bom saber que existem pessoas que se interessam nessas coisas, mas agora tenho que ir, marquei um encontro, e pelo que me parece devo estar atrasado uns dez minutos, então até mais.
Os dois se despediram e Charlie voltou a caminhar, seguiu em direção a Casa da Poção, e comprou alguns antídotos, curativos e poções de cura comuns e logo partiu em direção a Floresta Throwing que ficava bem perto dali. Segundos depois de adentrar na floresta se deparou com um silêncio perturbador, estava tudo calado, sem canto de aves, sem fadas passeando, ou até mesmo monstros pelos lados, a única coisa que ouvia era o som de seus passos, até que um estrondo enorme ecoou em toda a floresta e o estrondo não vinha de tão longe, Charlie então desembainhou sua espada e começou a lançar olhares por todos os lugares, caminhou mais um pouco com a espada na mão e outro estrondo aconteceu e dessa vez mais perto e mais forte, fazendo tremer até o chão. Charlie então fechou os olhos e tentou sentir de onde teria vindo aquele estrondo e então voltou a caminhar até que se deparou com um riacho logo a sua frente, foi até lá e molhou o rosto e novamente ouviu outro estrondo, agora parecia que estava vindo de debaixo da terra, ele pegou sua espada e correu para trás, o que saiu de onde ele estava parecia ser uma Minhoca Monstro que nunca viu em sua vida.

(Arte feita por RomainSureau)
- Até que eu precisava de um bom treinamento, esse servirá exatamente - disse sorrindo.
A minhoca possuía cerca de dez metros de altura, possuía um marrom fraco e vários espinhos cobriam seu corpo.
Charlie olhou para a minhoca monstro, riu e cortou três vezes o ar com a espada e finalizou dizendo:
- Pondo vir minhoca gigante, seja lá de onde você veio!
A grande minhoca entrou no solo, mas ainda assim era possível ouvir que estava se aproximando por baixo, Charlie deu um pulo para trás e de onde estava anteriormente saiu a calda do bicho, e sem nem ao menos pensar foi logo levado para o alto através da cabeça da minhoca, que logo endureceu seus espinhos e balançou a cabeça fortemente para derrubar Charlie no chão, ele então pegou sua espada e tentou furar a cabeça do bicho, mas falhou e foi derrubado no chão caindo longe de sua espada. A grande minhoca lançou vários espinhos do corpo em direção a Charlie que inclusive se esquivou de alguns mais foi atingido no rosto e no braço por outros.
- Já aguentei demais - Disse pegando a espada e sentindo o mesmo choque que sentiu quando estava na Casa de Espadas do Sr. Lewis.
E quando a grande minhoca se aproximava dele, virou a espada pro monstro e de repente um rasgo de fogo viajou através do vento até o bicho que logo foi atingido.
- Essa espada... Não me lembro de ter chamado nenhum movimento...
Mesmo assim o golpe não foi o bastante para deter a minhoca que vinha com tudo dessa vez, passando pelo riacho e atirando espinhos para tudo quanto era lado, Charlie algumas técnicas de esquiva e teve sucesso em todas, mas uma ficou presa em sua braçadeira, tentou tirar, mas não conseguiu e quando percebeu que o bicho se aproximava cada vez mais, lançou novamente um rasgo de fogo da espada que atingiu a cabeça do bicho, fazendo-o cair antes mesmo de encostar-se em Charlie, ele logo subiu em cima do monstro e quando foi desferir um golpe com a espada foi logo recebido com vários espinhos, um que perfurou a coxa, outro seu braço e um passou de raspão no rosto, logo não conseguia mover a espada pela dor estonteante que passava pelo seu corpo, a minhoca reagiu novamente e se levantou arremessando Charlie a uma distância de doze metros bem no riacho. O mostro balançou a cabeça para recuperar a atenção após a pancada.
- Droga! - Reclamou Charlie tirando os espinhos de seu corpo - e o pior é que não consigo achar minha espada.
Charlie avistou sua bolsa e lembrou-se das poções, então começou a rastejar até a sua bolsa, mas percebeu que o grande monstro se aproximava e parou.
- Então esse será o fim? Fui tão inútil assim? Ah... - disse olhando o monstro se aproximar cada vez mais, até que fechou os olhos e estendeu sua mão a frente de seus olhos e de repente ouviu o grito do monstro, ele não estava morto ainda... ou talvez já estivesse e o grito da minhoca fosse algum ataque que ela havia soltado sobre ele, mas ai abriu seus olhos e viu que que a minhoca estava com um grande ferimento no peito.
- Mas como? - Disse relembrando que deveria pegar as poções.
Então ele rastejou até a bolsa e conseguiu pegar tudo que precisava, mas ainda assim sua coxa e braço ainda do doíam, ele conseguiu se levantar e então foi atrás da espada enquanto a minhoca gritava do ferimento que havia "de repente" aparecido em seu peito, ele pegou a espada e mirou para o monstro.
- Parece que me deram uma segunda chance, adeus minhoca mutante! - Disse mirando a espada e disparando novamente um rasgo de fogo que deixou a minhoca com ainda mais dor, mas ainda não havia a derrotado, então o bicho resolveu agir novamente e então de sua boca lançou um grande raio amarelo que foi em direção a Charlie.
- Além de mutante é muito resistente - disse contra-atacando o raio com a espada, foi uma grande disputa de força entre os dois, mas Charlie estava fraco e estava usando o braço esquerdo já que o direito estava ferido, o que fez com que quase perdesse, mas uma enorme chama cobriu a espada e rebateu o raio contra o mostro que foi arremessada para longe - Fiz certo em pegar essa espada, ela realmente é muito misteriosa, mas não deixa de ser incrível.
Charlie pegou os curativos e pôs em seu braço, rosto, coxa e mão, mas ainda assim não conseguiu tirar o imenso espinho de sua braçadeira.
- Esse espinho só pode ser feito de chumbo - enquanto tentava tirar o espinho a minhoca, persistente, se aproximava cada vez mais de Charlie no que parecia ser seu último golpe - você de novo?
Ele pegou a espada correu em direção oposta ao do monstro, e ao se aproximar puxou um espinho na cabeça do monstro e ficou em cima, ele estava em cima do parecia ser a "narina da minhoca" e era a única parte em que os espinhos não o atingiam, aquela era a chance de ouro, ele não podia errar, então pegou a espada e ao tentar furar o monstro, a minhoca sacudiu e lançou a espada no riacho.
- Minhoca desgraçada! - Ele lembrou-se do espinho em sua braçadeira e então lançou o braço com extrema força na cabeça do bicho que logo parou instantaneamente, agora sim havia matado a minhoca mutante - Ufa... Finalmente - suspirou.
Charlie pulou da cabeça do monstro e foi até sua espada, pegou-a e guardou na bainha, ela era realmente resistente, mesmo depois de tantas quedas ainda estava intacta, foi até a sua bolsa e deitou ali, como seu corpo estava todo doído resolveu descansar um pouco, fechou os olhos e pegou no sono, algumas horas depois, quando faltava pouco tempo para anoitecer, sentiu alguém fungando suas orelhas e cabelos, abriu os olhos lentamente e se levantou rapidamente, só depois foi perceber que eram várias fadas o rodeando, estavam felizes, Charlie não sabia o porque, viu também duendes, pássaros, roolverlwicks, furões e dentre outras criaturas.
- Mas o que está acontecendo? - perguntou ele as criaturas.
- Você derrotou a Escuridão do Deserto, merece todo nosso respeito, carinho e agradecimento por tal ato, agora finalmente podemos voltar a nossa rotina de sempre - disse um dos duendes.
- Escuridão do Deserto? Ah... A minhoca gigante, não precisam me agradecer por isso, não fiz mais do que minha obrigação em derrotar aquele monstro
- Além de bonito e corajoso é humilde, ahhh... - suspiraram as fadas.
- Mas espera um pouco, se ela é do deserto, o que está fazendo em Primordial, aqui não tem os melhores climas para abrigar esse tipo de bicho.
- Pra falar a verdade eu não sei, mas há boatos de que ele foi controlado por um Lich que fez sair do deserto de Big Wave para destruir Primordial - disse o mesmo duende.
- Um Lich em Nandham, pensei que as tropas do exercito tomassem conta das brechas.
- Exatamente isso que estão todos se perguntando, como entraram?
- Seja o que for descobrirei, mas antes preciso chegar voltar para Primordial - Charlie falou se levantando - espera, não sinto mais os ferimentos.
- Nós fadas temos o poder de Cura, usamos em você como forma de agradecimento.
- Obrigado, obrigado mesmo, agora tenho de ir antes que fique tarde, até mais!
- Espera ai, não quer uma carona? Quer dizer... Isso se você gostar de adrenalina - disse um dos anões apontando para um grifo que estava dormindo.
Charlie pegou carona no grifo e chegou a Primordial em cerca de três minutos, ao chegar lá agradeceu ao grifo, se despediu e foi em direção a Casa das Espadas, estava realmente intrigado sobre o ocorrido e queria coletar o máximo de informações possíveis.
- Sr. Lewis! - Chamou entrando na casa.
- Parece que nos encontramos mais rápido do que o esperado - riu.
- As brechas, as brechas da barreira de Ehmy, Lichs e outros estão passando por elas.
- Não, isso é impossível, desde que o exercito fez das brechas sua zonas estamos totalmente seguros - disse limpando os óculos e colocando de volta ao rosto.
- Enfrentei uma minhoca gigante do deserto, há boatos de que ela foi mandada do deserto de Big Wave para Primordial por conta de um feitiço de um Lich.
- A Escuridão do Deserto? ... Bom, é, vou fechar a loja, é melhor ir pra casa, está tarde.
- Você sabe né? A barreira de Ehmy está enfraquecendo, é isso?
- São assuntos super secretos Charlie, me desculpe, mas meu dever é maior do que minha vontade de te contar a verdade.
- Quase morri numa batalha contra uma minhoca gigante, essa é minha chance de ser útil.
- A barreira não está enfraquecendo, o exército das trevas é que está se fortalecendo, agora vamos, vá pra casa e durma um pouco, está precisando - disse o velho trancando a loja e indo embora, deixando Charlie pensativo.
- Assuntos super secretos? Será que... Não, o exercito não permitiria ahhh, ele estava certo da parte em que eu estou precisando dormir, foi uma dia cansativo - bocejou.
Charlie, então se dirigiu a hospedaria em que estava hospedado, pagou o aluguel e pôs-se a dormir. Na manhã seguinte, tomou banho, arrumou suas coisas e partiu em direção a Floresta Throwing, no entanto enquanto caminhava foi cumprimentado por um homem que passava por ali.
- Charlie Finley, parabéns pela vitória, deve ter sido difícil.
Mas antes que pudesse perguntar sobre o que o homem estava falando ele já havia ido embora, quando virou o rosto pra frente viu que o mesmo jovem loiro de ontem estava na frente, com um sorriso meio forçado.
- Parabéns Finley, uma Escuridão do Deserto não é pra qualquer um Finley.
- O que foi dessa vez cara? Por que não vai treinar invés de perder tempo por ai?
- Já treinei até demais, o bastante para derrotar você umas dez vezes - disse limpando a ombreira da armadura - Ah e acho que não me apresentei direito ontem, meu nome é Brendan Belfortin, mas acho que isso não deve ser tão importante pra você.
- Ok cara, agora me conte como é sujar o nome dos Belfortin todos os dias.
- Olha aqui - disse puxando a gola da camisa de Charlie que logo soltou.
- Não me toque, não estou afim de uma luta agora, mas com você até que eu vou.
- Então quer resolver numa luta? Não vai durar nem o aquecimento.
- Onde? - Charlie disse tocando a empunhadura da espada.
- Meio dia, Campo Primordial, um bom lugar para uma batalha de verdade.
Charlie fez um sorriso forçado e Brendan se retirou dando as costas, então continuou seu caminho para a Floresta Throwing, onde poderia treinar até o meio-dia. Os primos alvos de Charlie foram gosmas e globins até que foi surpreendi-o por um Bearcking, era grande e de pelugem marrom, uma "armadura de pedra" cobria as patas e cabeça do bicho.
- Pelo menos um adversário mais forte para enfrentar hoje - disse tirando a espada da bainha.
O urso bramiu e seguiu em disparada em direção a Charlie, ele pegou a espada e lançou uma rajada de vento que arremessou o bicho para longe dali, espantando-o.
- Parece que é um novo poder, cada vez que eu uso essa espada, mais novidades aparecem.
Ele analisou a espada um pouco e começou a cortar o ar numa velocidade que só aumentava, até que ele cortou uma árvore ao meio sem querer.
- Uau... Admito que pensei em desistir da luta contra Brendan, mas o que essa espada pode fazer, realça todas as vontades de continuar.
De repente ouve passos, ele posiciona a espada e verifica todos os lugares, desde o menor arbusto à o topo das árvores. Então ouve novamente passos e risadas bem ao lado dele, mas antes que pudesse ver já não estava mais lá.
- Quem está ai? - Perguntou pensando ser algum Caçador ou até mesmo uma criança.
E de novo ouviu risadas, mas estava vindo detrás dele, resolveu não se virar, esperou um pouco e ao olhar bem ao lado do seu rosto viu a lamina do que parecia ser uma espada, ele se esquivou e viu uma jovem de cabelos vermelhos, seu rosto parecia bem familiar para Charlie.
- Bú! - Disse a menina, guardando a espada em sua bainha.
- Você, entrou na loja do Sr. Lewis quando eu saí - Charlie afirmou com a espada estendida.
- Sou eu sim e estava procurando você, meu nome é Sophie Windday, prazer em conhecê-lo - disse estendendo a mão.
Charlie guardou a espada na bainha e apertou a mão dela.
- Charlie Finley, mas presumo que já devia saber disso.
Ela fez que sim com a cabeça e bocejou.
- Mas afinal, por que estava me procurando? - perguntou vendo ela se espreguiçar.
- Ouvi falar da sua vitória contra uma Escuridão do Deserto.
- Estou famoso apenas por esse feito? Veio aqui pra eu treinar você?
- Não, vim aqui para você voltar atrás e desistir da luta com Brendan.
- Que? Claro que não, não quero ser um covarde, e afinal, ele merece perder de vez em quando.
- Uma batalha no Campo Primordial é uma batalha em que a morte é permitida.
- Não vou matá-lo, quero apenas derrotá-lo, alguma coisa, além disso, é covardia.
- Estou dizendo que ele foi treinado por um Trainer SS, não sabe o quão forte ele é, pode ter vencido uma Escuridão do Deserto, mas ele é capaz de lutar contra três daqueles ao mesmo tempo sem se ferir.
- Não vou desistir daquela luta.
- Então tá, vamos fazer um trato, quero que batalhe comigo, se vencer pode lutar, se perder não luta, okay? - estendeu a mão.
Charlie olhou bem nos olhos dela e apertou sua mão, ela desembainhou sua espada e se posicionou, Charlie fez o mesmo e então ela avançou, parecia um raio, Charlie contra-atacou com a espada e bateram as espadas umas vinte vezes até ela se aguachar e tentar um chute baixo, mas sem sucesso já que Charlie pulou.
- Rápido, mas não tão esperto - ela disse cortando a camisa de Charlie com a espada.
Charlie sorriu e começaram a bater as espadas novamente, mas num movimento surpresa ela empurra a espada dele pro lado e chuta seu peito, o fazendo cair.
- Viu, não está preparado - disse embainhando a espada.
- Pensei que isso não fosse permitido, ou você está levando essa batalha a sério?
- Estou levando tão a sério quanto Brendan - disse ajudando Charlie a se levantar - Desiste Charlie, não pode vencê-lo.
- Sophie, vim para Primordial com objetivo de mudar minhas habilidades, de ser alguém reconhecido por todos e não é fugindo dos meus desafios que posso alcançar isso.
Ela suspirou e disse um simples "ok" e então foi embora. Charlie pegou a espada e então socou uma árvore, se deitou e adormeceu ali.
Nenhum comentário:
Postar um comentário